Qual o Sentido da Vida, Afinal?

“Qual o sentido disso tudo? De onde viemos e para onde vamos? Porque devo realizar essas atividades todos os dias? Qual o sentido da minha vida, afinal?” Quantas vezes nos fazemos essas perguntas ao longo de nossa existência? O final do ano é sempre um momento onde esses questionamentos podem reaparecer, ou quem sabe num momento de mudança, de perda, de dor, de ausência, de solidão. Provavelmente você já teve pensamentos como esses e sentiu-se perdida diante da incerteza.  Hoje quero compartilhar com você algo que num primeiro momento pode ser doloroso, mas querida Alice, será libertador: A Vida Não Lhe Dará Sentido!

Eu sei, é frustrante imaginar que esse sentido que tanto pedimos e por vezes imploramos da vida não está a nosso alcance! Mas acalme seu coração, pois algo muito melhor do que um sentido imposto pelo viver, é possível e está à sua espera! Você é a única responsável por dar sentido à sua vida! Sim, você! E não o contrário! Você é responsável por delinear o sentido, os diversos sentidos na verdade da sua existência. Perdemos muito tempo buscando um sentido externo, quando na verdade ele só pode ser encontrado dentro!

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..O Sentido da Vida Está Em Dar Vida a Um Sentido..

Compreender que somos donas de nossa história é a base para nossa liberdade. Nossos caminhos são nossa escolha, como iremos trilhar essa caminhada é nossa responsabilidade. Você é a autora de sua história, você é a personagem principal! Não permita que as páginas de seu livro sejam preenchidas por crenças que não são suas. Revisite seus sonhos querida Alice! Qual o seu propósito de vida? Que diferença você quer fazer no mundo? O que te faz ser você? Qual é o sentido que você deseja dar a você mesma? Quais sentidos lhe tomam a alma? Estamos cercadas de mentiras sobre quem deveríamos ser, sobre como deveríamos nos sentir, nos comportar e até mesmo pensar! Quantas vezes nos desculpamos por ser quem somos? Mas agora te convido: Traga Suas Verdades!

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Por vezes nos distanciamos tanto de nossos propósitos e de nós mesmas que não sabemos mais responder a essas perguntas. Mas não significa que não possamos fazer o caminho de volta. Você é a escritora, se lembra? Pegue papel e caneta: e escreva! Não importa onde esteja, comece a Reescrever Sua História. Se preferir, desenhe! Coloque cores novas em seu caminhar, tonalidades que reflitam quem você é, e não quem esperam que você seja! Não espere pelo momento perfeito para começar, pois perfeição não existe. Comece com o que tem, pois o mais importante com certeza já possui: você mesma! Empodere-se de Sua Essência!

🙂

Léia Faustino

Psicóloga

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Um Dia de Rainha Má

Muitas mulheres sonham com um dia de princesa. Estou farta deles. Eu desejo um dia de Rainha de Má. Um dia sem regras, sem ser controlada, a não ser por meus próprios desejos, sejam eles quais forem. Um dia sem repressão, onde minha beleza seja tão real quanto meu veneno. Onde eu possa ser luz, mas também trevas. Onde eu possa brilhar, mas também não sorrir. Onde eu possa ser mãe, mas também madrasta. Onde eu possa ser sol, mas também sombra. Onde eu possa ser eu mesma, sem máscaras!

Quero estar no controle, fazer e ser meu próprio espelho. A mais bela de todas.  Reflexo amargo como veneno, mas doce como a mais vermelha das maças. Muitas mulheres sonham com um dia de princesa. Mas minha coroa é de Rainha! E meu coração já não mais me pertence. Mas me diga, querido amigo, amado espelho: Existe magia capaz de restaurar um coração partido? Quebrado pela imagem refletida? Há magia capaz de trazer de volta o calor e afastar a inveja? Sim, responde o espelho: essa poção chama-se Amor Próprio.

 

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🙂

Léia Faustino

Psicóloga

 

Ela Queria Ser Princesa

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….Ela queria ser princesa. Sonhava com reinos distantes, príncipes destemidos, bruxas e animais encantados, flores a cantar, tiaras a reluzir. Ela queria ser princesa. Vestidos coloridos, sapatos sem fim.  Ela precisava de um castelo, quem iria emprestar? Precisava ser resgatada. Desejava ser salva. Ela sentia-se princesa. À espera ela estava, à prontidão para o beijo de amor verdadeiro, que por fim traria sentido a ela mesma. Sim: ela precisava ser princesa! Em certos dias, adormecida, sem poder seguir em frente. Em outros momentos, implorava pela maçã envenenada. Em noites solitárias sentia-se não pertencer a seu mundo. A que mundo pertencia? Onde seu príncipe a esperava!  Não, não pode ser: como pôde então perder seu sapatinho? Princesa, sem cristal? E ela, ainda queria ser princesa! Mas um dia, já cansada de esperar, teve coragem: jogou suas tranças, e saiu da torre! “É tarde, é tarde”, disse o coelho. Se arriscou, seguiu um coelho branco. Conheceu maravilhas, e só então percebeu: sempre foi princesa, mas agora, queria ser mais. “Quem és tu?”, disse a lagarta. Ela pôde perceber que o castelo sempre foi seu, que um dragão também habitava sua essência e que ela não estava à espera de um príncipe, e sim, dela mesma! Loucura? “Aqui somos todos loucos”, disse o mestre gato. Ela olha no espelho e percebe como o tempo passou rápido, há quanto tempo estaria ela esperando? “Não há mais bela do que eu”, diz a rainha. Ainda a olhar para o espelho: o beijo de amor verdadeiro. Impossível? “Só se você acreditar”, diz o chapeleiro….

 

🙂

Léia Faustino

Psicóloga