((RE))Pensando a Ansiedade

A característica principal para definirmos o Transtorno de Ansiedade Generalizada é o estado ansioso e a preocupação excessiva. Essa preocupação pode ser decorrente de vários fatores da vida e estar ligada à diversos aspectos, como relacionamentos, vida profissional, família, dinheiro, saúde, assuntos como política ou relacionados ao cotidiano como comprar roupas, fazer tarefas da rotina, manutenção de um veículo, etc. Essa preocupação excessiva traz sofrimento significativo e conflitos em diversas áreas do viver. Essa preocupação e esse sentir-se ansioso vem acompanhado de Pensamentos, que alimentam esse estado de ansiedade.

Quando pensamentos excessivamente em algo que nos preocupa, como a questão da saúde por exemplo, nosso corpo responde com ansiedade. Estudos apontam que quando imaginamos a situação mentalmente, a carga de ansiedade tende a ser maior. Por exemplo, se você pensar e dizer a um amigo: “acho que estou com uma doença séria” lhe trará uma carga de ansiedade, mas se ao invés de verbalizar você ter a imagem mental de você na cama de um hospital por exemplo, o grau da ansiedade tende a se elevar. Isso nos levar a refletir e concluir que o Pensamento tem um papel muito importante dentro do quadro de Ansiedade.

Um outro fator significativo quando falamos do comportamento ansioso é que ele também se acentua quando existem pensamentos de Intolerância à Incerteza. Quando crenças sobre incertezas do futuro estão presentes em intensidade, imaginamos então que essa pessoa passa a perceber e analisar o mundo com muitas fontes de perigo, o que traz sentimentos como medo e insegurança. Quanto mais os pensamentos são alimentados, mais o grau do sentir aumenta, e então a pessoa pode entrar num clico onde Pensar e Sentir esteja diretamente ligado ao quadro ansioso.

mudar a forma

Existe também outra peculiaridade do pensamento ansioso que podemos repensar. Algumas vezes o preocupar-se está ligado com crenças maiores, onde a pessoa passa a acreditar que preocupando-se afasta consequências piores. Por exemplo, num caso onde a pessoa tenha a preocupação no ambiente de trabalho, pode ocorrer da pessoa ter a crença de que se preocupando excessivamente com as tarefas de trabalho evite a perda do emprego. Resumindo, podemos definir esse tipo de pensamento como: “se eu me preocupar com o futuro posso evitar que coisas ruins me aconteçam”. Também ocorre muitas vezes de que aquele que vivencia a ansiedade passe a acreditar que “não sou capaz de controlar minhas preocupações”, esse tipo de pensamento afasta a pessoa de uma possível mudança.

Todos esses tipos de pensamento, sensações e sentimentos, em conjunto também com todos os sintomas físicos da ansiedade (como palpitação, sudorese, taquicardia, tensão muscular, dores generalizadas, etc) muitas vezes levam a pessoa à um ciclo de pensamento que retroalimenta o “Estar Ansioso”. Por exemplo, se quando pensamos num evento futuro sentimos angústia, medo ou aflição o corpo responde com sintomas físicos. A ocorrência dos sintomas físicos trazem outros sentimentos como o medo por exemplo. E muitas vezes a pessoa pode interpretar esse medo como um sinal de alerta, como um motivo para manter sua preocupação.

O que podemos refletir à partir disso? Que os pensamentos estão muito ligados ao quadro de ansiedade e que devemos ficar atentos à eles. E que muitas vezes é preciso ((Re))Pensar sobre nossas crenças e emoções, na tentativa de compreender o que tem nos prendido ao quadro ansioso. A melhor forma de chegar a esse caminho? O Auto Conhecimento! A melhor ferramenta que conheço? A Psicoterapia!

🙂

Léia Faustino
Psicóloga

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