O Autismo E A Infância

O Autismo é um transtorno do desenvolvimento que geralmente se faz notar nos primeiros anos de vida da criança. As causas ainda são desconhecidas, mas atualmente muitas pesquisas caminham na direção dessa resposta. Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, melhor. Dentro do que chamamos de TEA (Transtorno do Espectro Autista) existem graus de comprometimento diversificados, o que explica as diferentes formas do Autismo se apresentar. No geral, podemos dizer que o Autismo compromete principalmente as habilidades de Comunicação e de Interação Social.

COMO IDENTIFICAR SINAIS DO AUTISMO?

Existem alguns sinais que os pais, educadores e responsáveis podem notar. A maioria dos pais notam algum ou alguns desses sinais nos primeiros anos de vida da criança. É muito importante que esse diagnóstico seja realizado precocemente. Então, a que sinais os pais devem ficar atentos? Segue abaixo alguns deles:

  • As crianças com autismo possuem dificuldade de imaginar. Isso faz com que elas tenham, por exemplo, dificuldade em brincar de faz de conta.
  • Dificuldade na interação social (com adultos e outras crianças). Não participa de jogos interativos por exemplo ou pode evitar o contato visual.
  • Dificuldade na comunicação verbal e não verbal.
  • Uma criança com autismo pode ter um dos sentidos ampliado ou diminuído. Podem por exemplo ser mais sensíveis a um tipo de roupa, e se recusarem a usar.
  • Uma criança com autismo pode se mostrar com grande dificuldade em aceitar mudanças na rotina. E quando as mesmas são feitas, pode apresentar alteração emocional intensa.
  • Uma criança com autismo pode fazer movimentos repetitivos.
  • Pode também demonstrar apego exagerado à determinados objetos.
  • Uma criança autista costuma se interessar por partes do brinquedo, como a rodinha de um carro de brinquedo. Pode ficar por muito tempo a girar a roda repetitivamente.
  • Nas brincadeiras, dá preferência à brincar sozinho ou à brincadeiras com rituais. Também demonstra dificuldade em imitar o comportamento do outro.

O DIAGNÓSTICO

O diagnóstico deve ser feito por um médico, que irá procurar evidências no atraso do desenvolvimento infantil, e tendo essas confirmações encaminhará a criança a um especialista, que poderá fazer um diagnóstico mais preciso. Diversos tipos de intervenções são hoje realizadas para a Educação e melhora na qualidade de vida do autista, dentre eles:

  • Educação especializada
  • Psicoterapia
  • Medicação
  • Terapia ocupacional
  • Fisioterapia
  • Terapia do discurso/linguagem

ALGUMAS DICAS PARA LIDAR COM A CRIANÇA AUTISTA

  • COMPREENSÃO DO AUTISMO

Compreender o que é o autismo e quais suas implicações é o primeiro passo para que os pais e responsáveis possam lidar de maneira mais saudável com a criança. Entender o autismo dará ferramentas para os pais atuarem de forma mais significativa na vida e na educação de seu filho.

  • PACIÊNCIA

A paciência é algo que precisa ser regado pelos responsáveis por crianças autistas, ela auxiliará os pais na aceitação do autismo e também a esperar pelas conquistas no desenvolvimento de seus filhos em momentos diferentes quando comparados ao desenvolvimento de uma criança típica.

  • COMUNICAÇÃO

No que se refere a comunicação, os pais podem auxiliar a criança a entender que as palavras, símbolos e figuras tem significado e que podem ser usadas para expressar desejos ou sentimentos. Essa habilidade parece comum à nós, mas para as crianças com autismo é necessário que os pais conduzam esse aprendizado. Jogos de associação entre figuras e nomes podem ajudar. Algumas atividades também podem ser feitas com o objetivo de estimular a capacidade de abstração (os pais podem por exemplo, criar atividades que primeiro são reais, como comer com uma colher, e depois fazer a mesma atividade no plano abstrato, fingindo que estão comendo com uma colher imaginária).

  • LINGUAGEM

Utilizar-se de frases curtas e diretivas faz a diferença quando estamos falando de uma criança autista. Verbos e substantivos simples podem ser utilizados pelos pais com mais assertividade. Falar mais devagar do que o comum e ter paciência de aguardar mais que o comum pela resposta também é importante. Colocar o nome da criança na frente das frases auxilia na comunicação com crianças autistas.

  • SOCIALIZAÇÃO

É comum pais que possuem filhos autistas terem medo de saírem de casa com seus filhos, já que uma ida ao parque pode se tornar uma grande aventura. Mas a única forma de auxiliar as crianças a se comportarem de forma mais assertiva em locais públicos, é estando com ela nesses locais. É preciso sair da zona de conforto. Estimular a interação e preocupar-se menos com o que as pessoas vão dizer, pensar ou julgar. Afinal, o problema está em ter um filho autista ou nas pessoas que não toleram o que é diferente? Gosto da frase: “Igualdade, um direito à diferença”.

  • CRIAR UMA REDE DE APOIO

É importante que os pais e responsáveis de crianças autista criem uma rede de apoio, conversando e interagindo com outros pais que estão em situações parecidas, mantendo contato com profissionais da área, etc. Quanto mais informação e apoio, mais fácil será lidar com as dificuldades que podem aparecer ao longo da caminhada.

  • ACREDITE NO POTENCIAL DE SEU FILHO

Seu filho é uma CRIANÇA. Seu filho é uma Criança E tem autismo, esse é só um detalhe, uma parte da vida dele. O autismo não definirá quem é seu filho, o que definirá isso serão as relações, emoções e vivências que seu filho terá ao longo da vida.

  • NADA DE COMPARAÇÃO

Um grande erro é comparar uma criança autista com qualquer outra. Uma criança autista é ÙNICA, como qualquer outra, típica ou não.

  • NÃO FALAR DA CRIANÇA COMO SE ELA NÃO ESTIVESSE PRESENTE

Outro grande erro é falar da criança autista como se ela ali não estivesse. Algumas podem não falar, mas podem compreender.

  • PEDIR AJUDA

Retirar a máscara de super mãe ou super pai e pedir ajuda pode ser essencial e fazer grande diferença. Muitas vezes não só as crianças autistas precisam se suporte, mas os familiares também.

  • AMOR

!!..Dispensa Legenda..!!

 

“MAIS DO QUE DIREITOS IGUAIS, PRECISAMOS TER DIRETO À DIFERENÇAS”

🙂

Léia Faustino
Psicóloga

Anúncios