Garota Mulher

Já tiveram a sensação de que o tempo passa rápido demais? Às vezes parece que ontem fomos dormir como garotas e precisamos acordar como mulher. Num dia nossas preocupações eram com a cor do batom e a decisão de ligar ou não para o rapaz que conhecemos na festa e que ainda não ligou. Num piscar de olhos precisamos decidir qual a melhor cor no convite de casamento, e quando menos esperamos temos que tomar a decisão de quando é o melhor momento de colocar nosso filho na escola. Rápido de mais! Opa, espera aí: será que ainda dá tempo de passar aquele batom antes de levar o pequeno para a escola?

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Quando jovens parecemos apreensivas pelo futuro, ansiosas pelos caminhos que poderemos trilhar na vida. E nossa: são tantas possibilidades, tantos sonhos. Mas enfim: um dia chegamos lá! 30: a idade do sucesso! 40: a melhor idade! E que estranho: os caminhos agora não parecem tão cheios de curvas assim. Parece que de alguma forma, em algum momento, a maturidade nos traz uma angústia onde vemos as horas passarem tão rápido, sem que tenhamos ainda encontrado aquelas tantas possibilidades que sonhamos. Enquanto antes estávamos preocupadas com o futuro, hoje parece que nos perdemos num misto de saudade pelo que não temos mais e o pavor de não dar tempo de conquistar o que ainda queremos. E enquanto isso, o nosso momento presente está aqui, implorando para ser vivido. Mas parece que estamos ocupadas de mais com o que foi e o que ainda virá.

Dizem por aí que a mulher tem uma jornada dupla: casa e trabalho! Mas eu discordo muito disso. Sua jornada é tripla! Ela tem sua jornada pessoal, e essa muitas vezes a leva à um esgotamento físico e emocional muito maior que as outras duas. São tantos sentimentos, emoções e principalmente tantas contradições! Quantas vezes choramos de alegria e tristeza ao mesmo tempo? Conseguimos a tão sonhada promoção no trabalho, mas com isso veremos menos nossos filhos. “E agora, será que meu marido vai me trair por ficar menos tempo em casa?”. Ficamos imensamente felizes em ver nosso filho trabalhar com o que ama numa cidade mais longe e ter a oportunidade de crescer profissionalmente, mas não haverá um só dia que não sentiremos falta de sua presença e de sua bagunça na sala. Ficamos tão contentes ao ir ao cinema com o namorado num domingo a tarde, mas também sofremos pois sabemos que seria o único tempo livre para fazer as unhas.

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Adoramos ser madrinhas de casamento de nossas amigas, nos empolgamos com a felicidade delas, mas ao mesmo tempo como é difícil ser sempre a madrinha e não a noiva (principalmente quando ela é mais nova que você). Muitas são as contradições. Somos Loucas? Provavelmente! Mas sabe: essa loucura pode ser uma delícia de ser vivida! Se aprendermos a olhar para dentro de nós, e começar a fazer as contas! Sim: Contas! A vida pode ser vista como uma equação, nada simples confesso. Mas podemos aprender a resolver essa equação, precisamos ficar mais íntimas desse tipo de matemática: como? Nos conhecendo! Para que a gente aprenda a Somar tempo e atenção à nós mesmas. Parar de Subtrair nossos desejos enquanto nos preocupamos com o que os outros irão pensar. E aprender quem sabe a parar de Dividir nossos investimentos emocionais no passado e no futuro e ver que a Resposta da Equação está no AGORA!

🙂

Léia Faustino

Psicóloga

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