Super Mãe: O Desafio da Mulher Moderna

Quando nos tornamos mãe temos a certeza de que muita coisa em nossa vida será transformada. A começar por nós mesmas. Muitas ao falar da maternidade comentam que são novas mulheres após conhecer esse mundo novo! E eu concordo: a maternidade nos transforma em profundidade. Para que possamos exercer a maternagem temos que aprender várias habilidades, o que implica num processo de resignificar muitas coisas em nossas vidas. Agora, nossos objetivos não são tão somente nossos. Percebemos que aos poucos essa pessoinha nova preenche nossos sonhos com cores antes desconhecidas.

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Mas esse processo nem sempre é tão cor de rosa como um dia acreditamos que seria. Não é fácil ter de abrir mão de algumas coisas, e sinceramente nem sempre é preciso! Mas vivemos numa sociedade onde a figura materna é rodeada por estereótipos. E acabamos incorporando essas crenças em nosso processo de resignificar. Todo mundo adora dar palpite do que é ser uma boa mãe e de como devemos desempenhar esse papel. Começando com nossa própria mãe, familiares, amigas, etc. Nosso mundo é rodeado de crenças sobre a Maternidade. Uma delas é de que a mãe é uma super heroína. Não nos basta ser mães: precisamos ser super mães!

E o que é essa super mãe? Bom, é aquela mãe que nunca se cansa, cuida do filho, da casa, do marido com um malabarismo incrível. Ela abre mãe de qualquer coisa pela família: principalmente dela mesmo. A super mãe se coloca no final da fila, e ainda sorri, mostrando-se feliz pelo lugar que ocupa. E muitas vezes ainda sente que deveria fazer mais, que não está dando conta e de que à qualquer momento alguém irá apontar em sua direção e dizer que ela não é uma boa mãe. Em alguns dias, ela até tenta revigorar as forças antigas, pede para o pai da criança cuidar do filho enquanto vai tomar um café com uma amiga, ir ao supermercado sozinha, fazer as unhas ou quem sabe tomar um banho mais demorado. Mas qual sua punição para tal ato descabido? Utilizar desses momentos imersa no sentimento de culpa.

Mas hoje gostaria de compartilhar algo muito especial com você: não precisamos ser super mães! Não precisamos ser o que as pessoas dizem que deveríamos ser! Podemos ser nós mesmas, ainda sendo mães! Meu convite é que olhe para dentro de você, e resgate a mulher que é, a mulher que tenho certeza que ainda pulsa em suas veias. Uma mulher com suas habilidades e fraquezas, com toda e qualquer contradição. E como deve ser essa mulher? Como você desejar: viva e sinta sua essência.

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O que nos permite ser mãe é o fato de sermos mulheres. Que não roubemos esse privilégio de nós mesmas. Que não tenhamos medo de não ser boas mães por ser quem somos. Aliás, acredito que reconhecendo a nós mesmas e descobrindo nossos sentidos de viver, nos possibilitamos finalmente desfrutar de todas as delícias que a maternidade pode nos oferecer e exercer a maternagem como nossos filhos merecem: com a intensidade que somente nossa essência tem poder de trazer à tona.

🙂

Léia Faustino

Psicóloga

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